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março 01, 2004

Sousa Franco – Afinal, Roma paga a Traidores

Sousa Franco, o político que declarou que o governo de António Guterres era o pior governo jamais havido em Portugal desde os tempos de D. Maria I, o político que mimoseou o governo PS com frases como «esta política é tão medíocre que até dói» ou «é urgente pôr fim a este Inverno do nosso descontentamento», foi escolhido como cabeça de lista do PS para as eleições europeias. Todos se lembram das crispações criadas entre Sousa Franco e diversos dirigentes socialistas no tempo em que, entre 1995 e 1999, ocupou a pasta das Finanças e todos se recordam das afirmações contundentes que Sousa Franco produziu depois da sua saída, referindo-se à actuação do governo PS.

Poder-se-ia pensar que seria uma forma dourada de exílio face às diatribes com que imprecou o governo PS. Mas o exílio para Bruxelas destina-se a políticos notórios e incomodativos. Presentemente, Sousa Franco já não era nem uma coisa nem outra. Logo, não se trata de um exílio.

Será porque Sousa Franco representa a política financeira que é o paradigma que o PS irá defender?

Mas Sousa Franco lançou os alicerces para o despesismo orçamental que Pina Moura tentou, já no final do guterrismo, pôr algum controlo, o que lhe valeu o despedimento, e que tem sido o quebra cabeças do actual governo PSD/PP.

Aliás, Sousa Franco tem opiniões muito firmes sobre Pina Moura. E disse-as a alguns amigos, na época em que Pina Moura era ministro das Finanças, num restaurante famoso de Lisboa, suficientemente alto para que todos pudessem ouvir e fossem depois transcritas nos jornais. Sousa Franco disse do então ministro das Finanças algumas picardias, num estilo de má língua que o pessoal cultiva, em especial quando se é português e se está num café ou restaurante.

Há pouco tempo ainda Sousa Franco defendeu, em entrevista, o seu modelo despesista, afirmando: «eu nunca tive nenhuma obsessão pelo défice e no entanto, quando o primeiro governo do engenheiro António Guterres (...) iniciou funções, a média anual do défice era de 5,9% do PIB. Passados quatro anos era de 2,8%». «Portanto sem obsessão do défice é possível reduzir o défice. Com a obsessão do défice, é possível dar cabo da economia. É a lição que tiramos». O que Sousa Franco se esqueceu de recordar foi que aquela época coincidiu com a queda abrupta das taxas de juro, queda decorrente da adesão ao euro e do alinhamento com as taxas de juro europeias e que foi essa diminuição drástica de encargos com a dívida pública que fez descer o défice. E esqueceu-se igualmente de recordar que as grandes obras públicas feitas no sistema «faça agora e pague depois» permitiram importantes receitas fiscais enquanto se realizavam (IVA, etc.) e que as despesas que geraram só começariam a ocorrer anos depois, ou seja, originam um superavit durante os primeiros anos e agravam o défice nos anos subsequentes. E quando se esquece a matéria, a lição que tiramos está errada.

Será que o PS assume definitivamente que a sua política financeira é o despesismo e o défice crescente? E como pretende explicar isso na Europa, quando afirma que o PS é o partido mais europeísta de Portugal?

Será que Sousa Franco acompanha o PS na sua luta contra a legislação sobre a reforma da função pública? Mas se foi Sousa Franco que declarou que «ao ocupar a cadeira de ministro das Finanças pela segunda vez, a sua “maior surpresa” foi a “perda de eficiência da administração pública”. Hoje, uma decisão demora semanas a preparar, quando em 1979 bastavam dias». Ora quando uma organização perdeu eficiência de forma tão abissal, tem que ser reformada, reorganizada e introduzidos critérios de avaliação de desempenho dos serviços e dos efectivos. Mas é isto que o PS de Ferro Rodrigues pretende?

Sousa Franco entrou no governo de António Guterres ao som de fanfarras. Era o político competente e incorruptível por excelência. Era o político não-político, porque a sua imagem era de neutralidade, circunspecção e competência. Acabou afinal por ter, naquele governo, o comportamento circunspecto e neutral de um elefante numa loja de louças. Humilhou pessoalmente Guterres diversas vezes. Provavelmente não seria essa a sua intenção. Um indivíduo como Sousa Franco, que se tem num conceito tão elevado, não humilha os míseros mortais que o rodeiam. Age naturalmente do alto da sua suficiência. E se os outros se sentem humilhados por Sousa Franco é porque se julgam, ingenuamente, da mesma craveira que ele, o que é, por postulado de Sousa Franco, absolutamente impossível.

Será que Ferro Rodrigues, ao escolher Sousa Franco, pretende captar o eleitorado do centro e lançar o manto diáfano da fantasia sobre a nudez forte da verdade do facto da sua direcção ser a mais esquerdista do PS desde sempre? Será que Ferro Rodrigues pretende que o PS seja centrista em Bruxelas e esquerdista em Lisboa?

Ferro Rodrigues precisa urgentemente de uma vitória eleitoral. Neste fim de semana várias declarações de dirigentes socialistas sublinharam essa obrigação: «A opinião pública portuguesa está hoje muito descontente com o Governo. Se, mesmo assim, o resultado eleitoral do PS for negativo, isso deve constituir motivo de profunda análise. E o secretário-geral deve tirar as devidas ilações desse facto.» ... «Uma derrota terá fatalmente consequências no PS ... temos todas as condições para ganhar as europeias. Se não as ganharmos, haverá consequências ao nível da liderança»

Mas será esta a melhor via? Não me parece.

Afinal Roma, agora, paga a traidores. Não com prebendas e mordomias dentro dos seus muros, mas com chorudos proconsulados nas Gálias nordestinas.

Publicado por Joana às março 1, 2004 07:46 PM

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Comentários

Bem visto! Fico a aguardar o artigo sobre o PSD e Paulo Portas, pois o jovem e querido líder disse do PSD coisas pelo menos tão más como as que S Franco disse do PS.

Publicado por: (M)arca Amarela às março 1, 2004 09:16 PM

(M)arca Amarela em março 1, 2004 09:16 PM:
Não tenha dúvidas.
Todavia, como o traidor já foi pago há 2 anos, a oportunidade gorou-se.
Mas quando surgir nova oportunidade não pouparei.

Publicado por: Joana às março 1, 2004 09:49 PM

o quê ? a Joana a criticar o PPortas ?
há um bom par de meses ( 10?, 12? ) que aguardo esse momento ...em vão !

Publicado por: zippiz às março 1, 2004 10:22 PM

zippiz injusto!
Então não critiquei o P Portas, em Outubro, pelas declarações que ele fez sobre a imigração?

Publicado por: Joana às março 1, 2004 10:25 PM

"Portas e a imigração
Pelo que me apercebi do discurso de P Portas, a intervenção dele foi muito exagerada pelo Pacheco Pereira e também por outros comentadores.

Embora na altura não tivesse concordado com algumas afirmações produzidas por P Portas sobre esta matéria, fiquei depois muito surpreendida pelo clamor do Pacheco Pereira e de outros sobre a xenofobia do discurso etc...

Discordei, mas de forma algum me pareceu xenófobo. Continuo todavia a pensar que essa parte do discurso foi uma contemporização com algumas posições tomadas antes das eleições. Uma forma de mostrar a alguma direita que há coisas que não estão esquecidas.

Mas não há dúvida que Portas ligou o fluxo migratório ao desemprego ao declarar (e peço desculpa se não for rigorosa, pois não me lembro exactamente dos termos dele) que não se devia permitir a imigração enquanto existisse a actual situação de aumento do desemprego."

Isto foi o "pior" que Vc escreveu sobre PPortas !
Convemhamos que sobressai mais a sua posição sobre o clamor contra Pacheco Pereira e outros...

ié, vou continuar à espera ...

Publicado por: zippiz às março 1, 2004 11:34 PM

Sousa Franco arranjou uma reputação, mas penso que não está à altura dela. Ele teve razão em muitas das coisas que disse do governo de Guterres. Todavia não as devia ter dito, pois havia sido membro do governo. O seu comportamento foi o de uma prima dona.
Não sei se será realmente uma boa escolha

Publicado por: Hector às março 1, 2004 11:41 PM

O Marca Amarela e o zipiz têm razão. Você só ataca a esquerda. Não passa de uma serviçal do grande capital

Publicado por: Cisco Kid às março 2, 2004 12:39 AM

Joana

Se você não quiser votar no PS para as Europeias, não vote.

Mas não diga mal de uma forma tão primária, forma a que os seus leitores não estão habituados.

É claro que as suas tendências políticas não estão para o lado das esquerdas, e tenta sempre intelectualizar os seus pensamentos, provavelmente inspirada em alguns ideólogos da nova direita portuguesa, à Pacheco Pereira.

Estamos sim habituados às suas catilinárias contra as esquerdas, sejam PS ou BE (porque é que o PCP está isento das suas críticas?)

Mas falar de despesismo na fase dos governos de Guterres não cai bem.

Primeiro, porque essa também já começa a ser uma cassete gasta e sem sentido.

O objectivo de uma governação é governar para o bem geral da população.

E Guterres conseguiu fazer obra, diminuir o desemprego e o défice herdado dos governos maioritários de Cavaco.

Construiu em vez de destruir ou congelar investimentos.

Criou riqueza e distribuiu-a.

Investiu e bem na Educação, na Cultura, na investigação científica, e até a inteligência da Joana terá que reconhecer que o actual governo é uma nulidade nesses 3 sectores da governação.

Até mesmo da Defesa, liderada por um jovem turco da política à portuguesa está nas ruas da amargura, apesar dos reforços orçamentais.

Portas na Defesa não investiu nada ainda, só promessas, e até cancelou programas de equipamento que estavam em curso, votados por ele e pelo PS a troco de umas migalhas que tardam a aparecer para os ex-combatentes.

Se se investe, se se controi, se se emprega, claro que tudo isso custa dinheiro.

Não é despesismo.

É investimento.

Portugal subiu no ranking da ONU das nações mais desenvolvidas durante o periodo de 95 a 2000.

Este governo de neo-conservadorismos monetaristas, religiosamente crentes nas virtudes do "mercado" só tem assistido impavidamente ao desemprego galopante, ao congelamento de investimentos públicos (de que os monetaristas fogem como o Diabo da cruz), tem assistido ao empobrecimento do país e da sua população.

Tem andado a reboque dos ideólogos neo-liberais de pacotilha, dos filhos de Friedman, e de alguma extrema direita xenófoba e anti-europeia.

Por isso parece-me menos natural que haja uma coligação PSD/CDS para as europeias, que a escolha de Sousa Franco mpelo PS.

Até porque ele nunca foi um traidor ao PS ou ao seu ideário.

Se se deu mal com Guterres, políticamente ou pessoalmente, isso não é relevante para o caso.

Até porque já não é Guterres a liderar o PS.

Por isso não entendo essa tirada do "Roma não paga a traidores"

Publicado por: Al_Mansour às março 2, 2004 12:15 PM

Al_Mansour em março 2, 2004 12:15 PM
Fernando Gomes depois de ter saído em desgraça do Governo arranjou um conflito com António Guterres, quando o envolveu no escândalo da Fundação para a Prevenção e Segurança (FPS).
Quando Fernando Gomes pretendeu recandidatar-se à CM Porto e procurou o apoio de Guterres, este teria dito que «Roma não paga a traidores».

Publicado por: Joana às março 2, 2004 11:05 PM

Historicamente, a frase deriva do seguinte:
Viriato enviou 3 emissários a Cipião e este subornou os três para que matassem o seu chefe. Viriato foi assassinado enquanto dormia em 139 a. C. Quando os traidores voltaram à Roma para receberem o seu pagamento tiveram como resposta: " Roma não paga traidores."

Publicado por: Joana às março 2, 2004 11:08 PM

Almançor: Quanto às suas teorias sobre a bondade da governação de Guterres, leia o que escrevi.
Distribuir dinheiro e esperar que quem vier atrás resolva o problema nunca constituiu boa prática governativa, embora possa ser popular enquanto durar o dinheiro. A longo prazo é uma desgraça.
Mas se você quer acreditar nisso, é consigo

Publicado por: Joana às março 2, 2004 11:12 PM

Almançor: Já agora, como complemento do que escrevi, não só aqui, como noutros textos deste blog, veja a seguir o artigo do Sérgio Figueiredo de hoje do Canal de Negócios:

Publicado por: Joana às março 2, 2004 11:14 PM

Regiões e europeias
Caiu mais um mito: que a colossal transferência de verbas para as Regiões e Autarquias de 1995 a 2001, ajudou a reduzir as assimetrias. Foi o contrário. Sousa Franco está de volta para nos explicar isso.
As pessoas até já nem querem falar do passado, não suportam quando estes ainda se desculpam com a pesada herança, o pântano, a encruzilhada, a fuga de Guterres e bla-bla-bla, bla-bla-bla.

Mas a culpa é do PS, porque ninguém os mandou desenterrar dos escombros do guterrismo o cabeça-de-lista às próximas eleições europeias.

Por isso, porque a escolha do professor Sousa Franco não é inocente, porque é assumidamente esta a forma de “legitimar” o ataque cerrado à actual política financeira do Governo, é que Ferro Rodrigues tem de ouvir aquilo que não gosta.

Publicado por: Sérgio Figueiredo às março 2, 2004 11:16 PM

É que ontem caiu mais um mito da governação socialista: o país que deixaram não é regionalmente mais equilibrado.

Pelo contrário, o Instituto Nacional de Estatística acaba de revelar que, entre 1995 e 2001, as assimetrias internas agravaram-se e que os níveis de rendimentos das famílias das regiões mais pobres se afastaram da média nacional.

Sucede que, foi durante esse período, em que o principal troféu eleitoral dos socialistas estava sentado na mais importante cadeira do Terreiro do Paço, que surgiu uma nova Lei das Finanças Regionais e se mexeu profundamente na Lei para as Finanças Locais.

Na primeira ocasião, é preciso recordar, o professor Sousa Franco foi louvado e elogiado pelo presidente do Governo da Região Autónoma da Madeira – e esta foi a primeira e única vez que o senhor Alberto João elogiou um ministro das Finanças na democracia.

Publicado por: Sérgio Figueiredo às março 2, 2004 11:17 PM

Mais tarde, os portugueses perceberam como esse entusiasmo se traduziu em milhões de contos...

Na segunda, dando cumprimento a uma promessa eleitoral socialista, transposta depois para o Programa de Governo e, finalmente, aprovada no Parlamento com a cumplicidade de todas as bancadas parlamentares, ficou consagrada a mais desmiolada e penosa relação financeira entre o Estado e as Autarquias.

As estatísticas retratam o que aconteceu, mas a sua lição serve para o futuro. É necessário aumentar transferências de recursos financeiros para as manchas do território nacional menos desenvolvidas? Nada disso.

A resposta é que é necessária uma política de desenvolvimento. Isto é uma banalidade irritante.O problema é que, no PS e não só, muita gente quis medir o sucesso das políticas que seguiu pelo dinheiro que gastou – e, mais grave, ainda hoje se convence que é assim.

Publicado por: Sérgio Figueiredo às março 2, 2004 11:19 PM

Enquanto o INE, ou melhor, a realidade que o Instituto encontrou, diz-nos que as decisões devem ser sobretudo avaliadas pelos resultados – e estes são profundamente decepcionantes.

De novo: o significado político desta actualização às Contas Regionais do INE não existia.

Mas Ferro Rodrigues e o seu “núcleo duro”, neste fim-de-semana, quiseram refrescar-nos a memória, lançando para a ribalta o homem que, em nome da consciência social, da equidade regional, do emprego público e de um telemóvel para cada português, andou a assinar todos estes cheques, ainda por cima com a conta a decoberto.

Preocupante não é ver Sousa Franco por aí. O que é dramático é ver que os socialistas não se arrependeram. Pior, até se orgulham disso.

Publicado por: Sérgio Figueiredo às março 2, 2004 11:19 PM

Joana
Compreendo a sua preocupação em não subscrever a citação do Sérgio Figueiredo com o seu nick, mas penso que também não é correcto atribuir a «afixação» ao próprio Sérgio Figueiredo.
Sugiro-lhe outra fórmula para uso futuro.

Publicado por: (M)arca Amarela citando (M)arca Amarela às março 3, 2004 09:32 AM

Joana

Já vi que é uma admiradora dos editoriais do Sérgio Figueiredo, que parece beber muita da sua inspiração nos relatórios do INE.

Parece-me bem, já que é uma instituição credível e do Estado.

Pena é que Sérgio Figueiredo não tenha desenterrado estatísticas mais recentes sobre o estado do país, nomeadamente sobre o social, mas não se pode escrever tudo de uma vez.

Quanto às assimetrias terem crescido no periodo de 95 a 2001 é claro que elas aumentaram.

Têm aumentado desde os anos 50/60.

A desertificação do interior é um facto.

Gostaria de saber que planos tem o governo actual para tentar inverter a situação, para além da tentação em introduzir portagens na A-23 e futura A-25 (prometo que se não o conseguirem, não o atacarei por isso, já que movimentos estruturais são muitas vezes imparáveis no curto prazo).

P.S.

Sobre o "Roma não paga a traidores" aplicado ao Fernando Gomes, o que tem isso a ver com a noemação de Sousa Franco para cabeça de lista às europeias?

Publicado por: Al_Mansour às março 3, 2004 12:41 PM

(M)arca Amarela citando (M)arca Amarela em março 3, 2004 09:32 AM:
Eu também tive dúvidas ao fazê-lo. Avisei antes que o ia citar, mas pode não ter sido suficiente, porque a coluna da direita do blog pode induzir em erro.
Da Próxima seguirei outro método, conforme me sugeriu.
Obrigada pelo reparo

Publicado por: Joana às março 3, 2004 08:35 PM

Al_Mansour em março 3, 2004 12:41 PM
Sobre o "Roma não paga a traidores" aplicado ao Fernando Gomes, o que tem isso a ver com a noemação de Sousa Franco para cabeça de lista às europeias?

Evidente, meu caro Almançor: Guterres não manifestou apoio a F Gomes para a CMP, porque ele o tinha traído. E disse:Roma não paga a traidores

Sousa Franco humilhou Guterres enquanto ministro, depois disse o pior possível do governo PS. Logo seria um "traidor". Mas agora, ao invés de Guterres, Ferro Rodrigues, que também fez sempre parte do governo de Guterres, pô-lo em cabeça de lista para as europeias. E eu disse: Afinal, Roma paga a Traidores.
Percebeu?

Publicado por: Joana às março 3, 2004 08:41 PM

Essa frase do Guterres tornou-se célebre há uns 4 anos

Publicado por: Cerejo às março 4, 2004 11:22 PM

Partilho da opinião de que Sousa Franco vai ser um menor valia para o PS. Quando começar a campanha e vierem ao de cima todas as incongruências de Sousa Franco, não será bom para a imagem do PS

Publicado por: Valente às março 5, 2004 10:53 PM

Sousa Franco é «escolha inapropriada»
Na Grande Entrevista TSF deste sábado, Pina Moura, critica a opção da direcção socialista para o cabeça de lista às eleições europeias.
Pina Moura diz que «Sousa Sousa Franco não é a pessoa indicada para um eforço de mobilização» do eleitorado que mais veste a camisola do PS.

Por outro lado, segundo Pina Moura, o Professor Sousa Franco «fornece um alvo fácil à coligação governamental».

Assim, o PS «um partido com larga base eleitoral de apoio» não vai aproveitar essa base.

Publicado por: Mocho às março 6, 2004 01:30 PM

Sousa Franco é «escolha inapropriada»
Na Grande Entrevista TSF deste sábado, Pina Moura, critica a opção da direcção socialista para o cabeça de lista às eleições europeias.
Pina Moura diz que «Sousa Sousa Franco não é a pessoa indicada para um eforço de mobilização» do eleitorado que mais veste a camisola do PS.

Por outro lado, segundo Pina Moura, o Professor Sousa Franco «fornece um alvo fácil à coligação governamental».

Assim, o PS «um partido com larga base eleitoral de apoio» não vai aproveitar essa base.

Publicado por: Mocho às março 6, 2004 01:30 PM

Gostaria de saber em que data específica e em que local Sousa Franco disse que o governo de António Guterres havia sido o pior governo em Portugal desde os tempos de D. Maria I. Aguardo uma resposta por favor...
Desde já agradeço,
Lívia

Publicado por: Lívia às abril 12, 2004 05:52 PM

Não me lembro da data e do local, mas veja, sff, por exemplo:
http://jornal.publico.pt/2004/03/08/Nacional/P40.html

Disse-o algum tempo depois de abandonar o governo.
Nas citações normalmente aparece apenas D. Maria, mas na altura em que a frase foi proferida pensei que ele se estaria a referir à sucessora de D. José, que destituiu o Marquês de Pombal.
Dada a discrepância entre os diversos governos que houve durante o reinado de D. Maria II não faria sentido referir-se a esta.

Publicado por: Joana às abril 12, 2004 09:09 PM

Tenho lido umas vezes D. Maria, outras D. Maria I e outras D. Maria II.
Já agora, boa análise, Joana.

Publicado por: Sa Chico às abril 15, 2004 09:47 PM

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